Na hora de montar sua carteira de investimentos, optar por determinados produtos e ativos financeiros não é a única escolha. Também é preciso saber como tomar a decisão — o que leva à questão sobre um gerenciamento de investimento que é ativo ou passivo.

Em cada uma dessas duas alternativas, o investidor dedica um nível de esforço e de atenção para o processo de escolha. Com isso, podem-se obter retornos diferentes. Ao saber o que faz sentido para você, é possível tomar decisões mais estratégicas.

A seguir, descubra o que são investimentos ativos e passivos e entenda como funcionam. Acompanhe!

O que é investimento ativo?

Os investimentos ativos são aqueles que exigem um nível maior de dedicação por parte do investidor. Nesse caso, você fica responsável por identificar e escolher cada investimento, com base na análise de critérios relevantes.

Consequentemente, existe um esforço mais intenso vinculado para concluir a composição da carteira de investimentos. Na prática, a decisão é tomada de modo individual e demanda mais tempo. Em geral, o objetivo é superar o desempenho médio de mercado.

Um exemplo simples de investimento ativo é a compra de ações para o longo prazo feita por conta própria. Você terá que fazer uma análise fundamentalista de cada empresa para selecioná-las e, depois, terá que acompanhar o desempenho da carteira.

Na especulação, a atividade é ainda mais intensa. Os traders ficam atentos ao timing para a alocação. Isso porque é preciso saber o momento ideal de abrir e fechar posições, em busca dos resultados desejados.

O que é investimento passivo?

O investimento passivo prevê uma distribuição de recursos que exige menos esforço, em comparação ao investimento que é ativo. A escolha não tem que ser feita individualmente, sendo possível eliminar ou facilitar algumas etapas da decisão.

Para entender melhor, vamos imaginar o investimento em ações. Como você viu, o investimento ativo envolve a aquisição direta de cada ação, por meio de uma avaliação individual. Mas quem busca praticidade pode recorrer a uma carteira recomendada.

Ela é montada por analistas financeiros certificados, que ficam responsáveis por desenvolver o trabalho de estudo e consideração de cada ação. Então, todo esse conhecimento é apresentado na forma de uma carteira que já está balanceada.

Além disso, a carteira recomendada pode seguir estratégias específicas, como ao envolver boas pagadoras de dividendos ou empresas sustentáveis, com base na metodologia ESG. Na prática, o investidor não precisa estudar cada empresa, deve apenas adquirir as ações.

Com isso, seu investimento se torna passivo. O mesmo pode ser dito de quem opta por investir através de fundos. Nesse cenário, o trabalho de análise é transferido para um gestor. Ele pode realizar os investimentos de modo ativo, mas o cotista mantém a passividade.

Como os conceitos se aplicam aos fundos de investimento?

Ao pensar se um investimento é ativo ou passivo, convém entender que essas classificações também podem ser estendidas aos fundos de investimento. Ou seja, os fundos também podem ter gestão ativa ou passiva, a depender da estratégia adotada.

Pense, por exemplo, em fundos de ações tradicionais. O objetivo costuma ser superar um indicador de referência do mercado, como o Ibovespa. Para tanto, os gestores devem usar seus conhecimentos no mercado financeiro para escolher as ações.

Tudo isso exige um esforço maior, além de mais preparo. A intenção de um fundo de investimento com gestão ativa é que o gestor consiga selecionar os ativos mais interessantes e que, juntos, poderão entregar resultados acima da média de mercado.

Por outro lado, existe a possibilidade da gestão passiva. É o caso do fundo de índices ou Exchange traded fund (ETF). Ele está atrelado a um indicador de mercado e seu objetivo é ter um resultado equivalente à média do mercado, replicando uma carteira teórica.

Logo, o gestor não precisa escolher individualmente cada ativo. Em vez disso, faz a compra de acordo com a composição prevista no indicador. Isso faz com que os resultados estejam equiparados ao índice — e que a decisão do gestor seja passiva.

É melhor escolher um investimento ativo ou passivo?

Considerando que investimentos ativos e passivos são bem diferentes, faz sentido ter dúvidas sobre qual escolher. A decisão, entretanto, depende de um conjunto de fatores.

É preciso, primeiramente, entender qual é o seu perfil de investidor. Dependendo da sua tolerância ao risco e à volatilidade, pode ser mais interessante tomar as próprias decisões ou optar por investimentos recomendados — e o mesmo vale para a compra de cotas dos fundos.

Também é importante avaliar quais são seus objetivos financeiros. A depender deles, pode fazer mais sentido se dedicar à tomada de decisão individual ou seguir uma estratégia passiva. Considere, em especial, o tempo que pretende dedicar ao mercado.

Após pensar nesses pontos, vale a pena saber avaliar quando é interessante escolher um investimento ativo ou um passivo. Confira as vantagens de cada um!

Investimento ativo

Uma das maiores vantagens do investimento ativo é o potencial de ganhos que ele oferece. Você tem a chance de ter um retorno acima da média, o que pode ajudar a rentabilizar a carteira e construir patrimônio mais rapidamente.

Também é uma escolha que traz mais flexibilidade e autonomia. Não é preciso seguir uma carteira específica, então é viável aproveitar as oportunidades com liberdade. Você fica livre, ainda, para realizar adaptações na sua estratégia e contemplar novas necessidades e características.

Contudo, fique atento: as maiores possibilidades de rendimentos e a maior liberdade aumenta também o nível de risco. Afinal, a sua exposição a falhas de leitura do mercado e a ativos mais arriscados pode se tornar maior.

Investimento passivo

O investimento passivo apresenta como principal ponto positivo a maior praticidade e facilidade. Você não precisará executar análises profundas e que demandam tempo e conhecimento. Então, se quiser agilidade ou se ainda não tiver muita experiência, esse pode ser o caminho.

Outro ponto interessante é que os custos costumam ser menores. É comum ter menos gastos operacionais — e as taxas de administração de fundos com gestão passiva também são menores. Em relação aos riscos, o investimento passivo pode facilitar o manejo.

Considerando as diferenças, é como se os investimentos ativos e passivos fossem complementares. Portanto, dependendo das suas características, é possível ter ambos em sua carteira. Logo, você pode aproveitar os benefícios que as duas formas de decidir oferecem.

Como vimos, o investimento é ativo ou passivo dependendo da maneira como as escolhas são feitas. Cada um tem vantagens e desvantagens e, ao compor sua carteira, você pode escolher ambos, de acordo com seu perfil, seus objetivos e sua estratégia.

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Autor

Equipe André Bona

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