Independência financeira pode soar para você como algo impossível. Talvez, seja algo restrito à teoria. Mas verdade seja dita: qualquer um pode conquistá-la (mesmo aquelas pessoas que hoje se veem afundadas em dívidas).

Em finanças pessoais existe uma regra: não importa quais problemas financeiros você enfrenta hoje, com conhecimento, planejamento, controle e disciplina sempre há uma maneira de reorganizar-se e mudar a rota.

Especialmente quando falamos em controlar as finanças, há uma ferramenta fundamental que você não pode abrir mão: a Análise de DRE.

Entendendo a Análise de DRE

DRE é acrônimo para Demonstrativo de Resultados do Exercício. De uma maneira simples, a Análise de DRE permite que vejamos onde ganhamos, perdemos e gastamos dinheiro. Sem o DRE fica muito difícil entender as mudanças que ocorreram no Balanço Patrimonial (BP).

Explicando: o Balanço Patrimonial é como se fosse uma foto contendo as informações das entradas e saídas financeiras em um determinado momento. A Análise de DRE é mais explicativa, pois mostra como e onde você está gastando dinheiro (e, claro, de onde vem esse dinheiro).

Portanto, o Balanço Patrimonial é a consequência do que aconteceu no DRE (se você precisar saber mais sobre o BP, recomendamos o artigo Ser rico x parecer rico: onde você se enquadra?). Isso significa que a Análise de DRE refere-se ao passado, ou seja, diz o que realmente aconteceu com o seu dinheiro.

Em outras palavras, o DRE ajuda-o a entender como é o seu comportamento financeiro e como você tem feitos suas escolhas com relação ao uso do seu dinheiro. Por isso, trata-se de um demonstrativo fundamental para quem busca a independência financeira.

Se formos para resumir de uma maneira bem simples, com o que explicamos até aqui conseguimos entender que a Análise de DRE ajuda a encontrar a resposta para a pergunta: “De onde vem e para onde vai meu dinheiro”?

Análise de DRE: receitas x despesas

Como sempre gostamos de destacar, as finanças pessoais acontecem em cada escolha financeira que fazemos diariamente. Para alguns indivíduos, o dinheiro que entra cai em um ralo onde cada centavo vaza. Muitas vezes, esse vazamento ocorre sem que a pessoa se dê conta, o que, logicamente, dificulta a organização das finanças.

Para que você entenda bem, é importante que dois conceitos fiquem bem claros:

  • Receita é toda fonte de renda que você possui. Aqui entram o salário, comissões, renda com aluguéis etc.
  • Despesas são os gastos, como supermercado, água, luz, academia, mesada para os filhos etc.

Sem o controle de gastos não tem como fazer o DRE. Uma vez que você tem todas as informações detalhadas sobre de onde vem e para onde vai seu dinheiro, é preciso entender o tipo de informação que é extraída da Análise de DRE.

Analisando o DRE para insights

Como o Demonstrativo de Resultados do Exercício mensura o que foi gasto, ao invés de estimar o quanto você vai gastar, ele responde: “o que aconteceu com meu dinheiro mês passado foi ruim ou bom?”

Na Análise de DRE você tem as receitas (ou seja, tudo que entra de dinheiro) e as despesas (tudo que sai). Ao final é possível descobrir o quanto sobrou de dinheiro depois de todas as obrigações terem sido cumpridas.

Quando dessa análise percebemos que existe dinheiro sobrando, significa que há receita para realizarmos investimentos. Mas, e quando o resultado das receitas menos as despesas é negativo?

Antes de respondermos à questão, temos que classificar as despesas, o que pode ser feito das seguintes maneiras:

  • Obrigatórias fixas: despesas que não podem ser eliminadas e nem reduzidas, como por exemplo o IPTU e o aluguel.
  • Obrigatórias variáveis: despesas que também não podem ser eliminadas, mas que podem ser reduzidas, como alimentação e vestuário.
  • Não-obrigatórias fixas: podem ser eliminadas, como a assinatura de um jornal.
  • Não-obrigatórias variáveis: podem ser eliminadas e reduzidas, como idas ao cinema e compras de livros e produtos de beleza.

Ressaltamos que a classificação varia de acordo com o padrão de consumo de cada pessoa. Por exemplo, o plano de saúde, que entendemos como algo importantíssimo, pode ser classificado com uma despesa não-obrigatória fixa para alguns, enquanto para outros pode ser algo obrigatório fixo.

A Análise de DRE nos permite ver a relação de entradas e saídas e, além disso, nos ajuda a observar melhor as despesas que tivemos. Sendo assim, podemos ter três insights para tomadas de decisão.

Tomadas de decisão com o DRE

Para independência financeira o ideal é que as despesas sejam menores que as receitas, o que é indicativo de acúmulo de patrimônio (situação 1). No entanto, a Análise de DRE pode indicar que entradas e saídas se igualam (situação 2).

No caso de as receitas serem iguais as despesas, um alerta deve ser acendido. Essa situação significa que se houver algum imprevisto e suas despesas forem maiores que a receita (situação 3) você não terá como resolver o problema sem que para isso tenha que:

  • Pegar dinheiro guardado em aplicações e queimar;
  • Pegar empréstimo, entrar no cheque especial (endividar-se);
  • Não pagar as contas, o que fará com o que o endividamento acelere e o nome fique sujo.

Como você deve imaginar, a terceira situação descreve um cenário que fica muito aquém do esperado para quem quer conquistar a independência financeira.

Por isso, o DRE é uma ferramenta que deve ser levada muito a sério quando falamos de orçamento doméstico. Como ele mostra o que foi gasto, por meio da análise descobrimos como estão sendo feitas nossas escolhas.

Se você não tem por hábito o controle dos gastos, uma dica que damos é que vá anotando (pode ser num papel mesmo) todos os gastos que você tem durante um mês. Passados os 30 dias, analise os pontos de melhoria: quais gastos podem ser cortados? Quais podem ser reduzidos?

Uma vez que a situação estiver no controle, você conseguirá fazer seu dinheiro trabalhar para você. E então estará cada vez mais perto da sua independência financeira.

Como fazer seu dinheiro trabalhar para você?

Aprender a investir melhor seu dinheiro e tomar boas decisões de investimentos, de acordo com seu planejamento pessoal, é a única maneira de fazer seu dinheiro trabalhar para você e de conquistar todos os seus objetivos financeiros.

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Autor

Equipe André Bona

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