Você que me acompanha aqui no blog e no canal do Blog de Valor no YouTube pode pensar que minhas escolhas pessoais no que se refere às finanças e aos investimentos sempre foram as melhores possíveis. Se você acredita que isso é verdade, sinto por desapontá-lo!

Assim como a maioria das pessoas, já cometi muitos erros ao longo da minha trajetória pessoal e profissional em relação ao dinheiro. Apesar disso, também já contabilizei alguns bons acertos ao longo dos anos – muitos deles oriundos do aprendizado obtido anteriormente.

Hoje quero dividir com você um pouco da minha história e contar alguns dos meus maiores erros e acertos em finanças e investimentos. Tenho certeza que você poderá, em muitos momentos, se identificar com a minha história e perceber que você também pode avançar, aprender e evoluir financeiramente – não importa quantos erros já tenha cometido no passado.

Refletindo sobre o passado

Alguns seguidores do Blog de Valor não sabem, mas meu trabalho de educação financeira começou 2010, algum tempo depois de eu começar a ter um contato maior com o mercado financeiro. No ano seguinte, foi lançado o Blog de Valor e, em 2013, dei início ao meu canal no YouTube.

Antes deste período, no entanto, tive as mais diversas experiências profissionais e muitas situações envolvendo finanças e investimentos – muitas delas bem pouco positivas. Afinal, lá no início, meu conhecimento sobre mercado, sobre finanças, investimentos e a educação financeira de maneira geral era praticamente zero – como ocorre com muitos brasileiros.

E quem acompanha os artigos e vídeos e identifica estes conteúdos como uma ferramenta importante no desenvolvimento de cada um talvez não tenha noção de toda a minha trajetória até poder ter condições reais de me desenvolver em cima dos temas e dividir aprendizados com outros investidores.

Mas, uma coisa é certa: foi graças aos meus erros e acertos em finanças e investimentos do passado que pude me aprimorar e chegar ao ponto onde estou, atuando como educador financeiro há quase 10 anos e fazendo aquilo que me satisfaz plenamente do ponto de vista pessoal e profissional.

Os primeiros erros

Os meus primeiros erros em relação às finanças aconteceram justamente no momento em que comecei a trabalhar – por volta dos 16 anos. Naquela época, durante um estágio, minha única preocupação era simplesmente custear meu lazer – permitindo algumas saídas com os amigos, ida a festas, etc. Este comportamento em relação às finanças se manteve também durante a faculdade.

E foi neste contexto de começar a ganhar um salário e ter recursos mensais que abri uma conta universitária – que, na época, já era oferecida por algumas instituições bancárias. Estas contas forneciam cheque especial e cartão de crédito; foi neste momento também que tive os primeiros contatos com produtos do mercado financeiro.

Com acesso a cartão de crédito e cheque especial, me deparei com a realidade de gastar o dinheiro recebido imediatamente e sanar os desejos primitivos inerentes àquele período da vida sem pensar no futuro.

E os primeiros erros vieram logo no início graças à falta de qualquer tipo de organização financeira, ao fato de agir pelo impulso – resultando no descontrole financeiro. Depois de algum tempo, me vi com o cartão e o cheque especial estourado, tendo que renegociar com o banco para não prejudicar ainda mais meu futuro.

Mas, por mais que a primeira experiência de condução danosa do controle financeiro pessoal ter sido bastante difícil, o fato de estas experiências terem ocorrido logo no início me permitiram ter uma visão mais clara do que poderia ocorrer em outro momento, no futuro. Hoje vejo que cometer estes erros na adolescência e início da vida adulta foi positivo – uma vez que, naquele momento, eu tive tempo suficiente para me recuperar dos erros e aprender.

Meus primeiros erros em finanças e investimentos, portanto, foram aqueles que muita gente comete. Há, inclusive, aqueles que insistem nestes erros a vida inteira e não conseguem sair deste ciclo.

Os primeiros acertos

O meu primeiro acerto no que se refere às finanças e aos investimentos foi justamente tentar olhar para a situação de controle financeiro e tê-la como aprendizado para melhorar, para tomar decisões melhores em relação ao dinheiro. Observar e compreender que aquele não era o caminho a ser seguido.

O empreendedorismo e os novos erros

O meu segundo grande erro em se tratando de finanças e investimentos de maneira geral ocorreu quando decidi empreender, no final dos anos 1990. Naquela época, o empreendedorismo não era tão disseminado e facilitado como nos dias de hoje.

Não era possível alugar um coworking ou contratar um serviço de contabilidade online a preços mais baixos; era preciso alugar uma sala e firmar um longo contrato, comprar móveis, instalar PABX, colocar gente para trabalhar e só então, finalmente, iniciar os trabalhos.

E eu, enquanto empreendedor, não detinha dos recursos necessários para abrir um negócio estruturado e fui empreender em condições pouco favoráveis. Fui muito otimista – um erro muito significativo para qualquer empreendedor – tanto em relação aos resultados do empreendimento quanto em relação à uma eventual renda proveniente desta atividade.

Por causa deste excesso de otimismo meu orçamento ficou completamente descontrolado. Isso porque, quando eu definia o planejamento financeiro e as projeções da empresa e os resultados não vinham, meu orçamento pessoal acabava também sendo muito impactado.

Com meu primeiro erro no campo das finanças e dos investimentos, aprendi que eu precisava ter um planejamento financeiro. E, no segundo erro, aprendi que não adiantava ter um planejamento que não fosse factível, de acordo com a realidade.

Essa minha primeira empreitada como empreendedor durou até 2003 e foi um fracasso,  gerando um grande endividamento que me comprometeu financeiramente nos anos seguintes. Foi um período de muito aprendizado, uma situação que me mostrou o lado ruim de empreender, mas que me permitiu aprender bastante – me trazendo muito mais prudência na condução da minha vida pessoal e profissional.

Uma nova tentativa, novas armadilhas

Continuei minha trajetória profissional – usando todas essas experiências acumuladas nos anos anteriores – e, em um determinado momento, decidi empreender novamente. Desta vez, entretanto, constituí uma condição melhor para ter o meu próprio negócio: entrei como sócio minoritário em uma sociedade com um colega e fizemos um excelente trabalho durante cerca de três anos.

E deu certo: a empresa era lucrativo, não cometia mais os erros de super-otimismo e mantinha as finanças bem controladas – tendo sempre o cuidado de poupar e acumular. E foi a partir dali que tive as minhas primeiras experiências com investimentos bancários – acumulando mais alguns novos erros.

Um destes erros foi acreditar que o gerente bancário era um consultor de investimentos – e não um vendedor de produtos. Adquiri produtos de capitalização, fundos de investimento com altas taxas; investi em produtos com baixos retornos, fiz um plano de previdência com custos elevados. Tudo aquilo que não funciona quando o assunto é investimentos, eu fiz naquele momento.

Após algum tempo, vendi minha parte da empresa para meu sócio e me vi com uma quantia maior de dinheiro em mãos. Precisei, portanto, me preocupar de verdade com o que fazer com aquele dinheiro.

Já havia passado pelo aprendizado de aprender a controlar o dinheiro e não ser tão otimista em relação aos ganhos e rendimentos, e sabia que, se aplicasse corretamente e utilizasse bem aquela quantia que tinha em mãos, teria uma vantagem financeira muito grande – que me permitiria ter diversos anos de despesas cobertas e tempo para me planejar e começar a ter mais liberdade como, por exemplo, escolher onde eu gostaria de trabalhar.

Os primeiros passos no mercado financeiro

Comecei a ter contato com cursos de investimento e não tinha nenhum plano em relação ao que fazer em termos de trabalho. Decidi então aprender mais sobre finanças e investimentos, identificar os erros que eu estava cometendo em relação à forma como investia meu dinheiro. Como resultado deste estudo, repensei uma série de questões pessoais e me apaixonei completamente sobre o tema de finanças pessoais e investimentos. Foi a partir deste momento que decidi trabalhar nesta área.

Como eu já tinha uma boa quantia de dinheiro como cobertura, não me importei em ganhar menos no começo da minha trajetória no mercado financeiro. Foi quando comecei a exercer minha liberdade financeira  e escolher onde – e como – eu queria trabalhar.

Fui me desenvolvendo ao longo dos anos no mercado financeiro até me tornar um educador financeiro, depois de ter atendido milhares de investidores – o que me gerou uma imensa experiência e novos conhecimentos, que foram essenciais para as minhas decisões de investimento individual. Além disso, foi esta experiência ao longo dos anos que me proporcionou aprendizado suficiente para que eu pudesse dividir este conhecimento com outras pessoas.

Retrospectiva

Nesta minha jornada de erros e acertos, como você pode perceber, cometi muitos erros relacionados ao mau controle financeiro, ao super-otimismo financeiro – que gerou grandes dívidas, as quais passei anos quitando – e também aos investimentos em produtos de péssima qualidade, que minaram minha rentabilidade por muito tempo.

Porém, foi a partir destes aprendizados que consegui adotar uma conduta mais realista e mais prudente em relação às finanças – adotando o hábito de fazer o dinheiro sobrar e começar a poupá-lo para outras finalidades. Com decisões mais maduras em relação às finanças, consegui me dedicar mais ao aprendizado, investir melhor e pude ter a liberdade de escolher trabalhar com aquilo que me satisfazia completamente.

Acredito que, de fato, meu maior acerto em toda esta jornada foi justamente ter entrado no mercado financeiro e ter evoluído e aprendido muito ao longo dos anos até chegar nos dias de hoje.

Meu caminho, no entanto, foi muito semelhante ao seu e ao de muitos brasileiros: errando e acertando ao longo dos anos, mas buscando sempre aprender com os erros e evoluir em busca de decisões mais assertivas e resultados mais satisfatórios.

Por isso, é importante que você jamais duvide da sua capacidade de se reerguer após alguns erros ao longo do tempo – seja no campo das finanças e investimentos ou em qualquer área da sua vida. Sempre é o momento de tomar como aprendizado cada um destes erros, buscar aprender cada vez mais e evoluir em busca dos nossos objetivos pessoais.

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Autor

André Bona

André Bona possui mais de 10 anos de experiência no mercado financeiro, tendo auxiliado milhares de investidores a investir melhor seus recursos e é o criador do Blog de Valor - site de educação financeira independente.

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