A diversificação de investimentos é sempre uma boa estratégia para equilibrar risco, rentabilidade e liquidez. No entanto, nem todas as pessoas têm condições de tirar tempo para compor um portfólio sólido. Por isso, há investidores que recorrem aos ETFs, como o GOVE11.

Se você não sabe o que é ETF ou o que é GOVE11, os tópicos seguintes tirarão suas dúvidas. Os dois conceitos serão explicados, e você verá também quais são as vantagens e as desvantagens desse ETF.

Continue conosco e descubra como avaliar se esse ETF faz sentido para sua carteira. Confira!

O que é ETF?

ETF corresponde a exchange traded fund, ou fundo negociado em bolsa, mais conhecido como fundo de índice. Trata-se de um tipo de fundo de investimento, mas sua alocação de ativos tem uma característica bem particular: ela é feita de acordo com a composição de um índice.

Na bolsa de valores e na economia de modo geral, os índices servem para indicar a média de variação de grupos de ativos. Considere, por exemplo, o IBOV: ele mensura o desempenho médio das empresas mais negociadas na B3.

É possível encontrar ETFs que alocam recursos nas empresas que compõem o IBOV, respeitando a participação de cada uma no índice. Desse modo, o fundo replica a variação do Índice Bovespa de maneira aproximada.

Ao comprar uma cota desse fundo, seu dinheiro é distribuído automaticamente entre as ações dessas companhias. Além de ações, os ETFs podem seguir índices de diferentes mercados, como renda fixa, fundos imobiliários etc.

O que é o ETF GOVE11?

O ETF GOVE11 acompanha um índice que pode não ser muito conhecido: o Índice de Governança Corporativa Trade (IGCT). Ele reúne as ações de empresas que adotam práticas exemplares de governança.

Por isso, fazem parte do IGCT apenas empresas dos segmentos de governança corporativa:

  • Nível 1;
  • Nível 2;
  • Novo Mercado.

Existem também outros critérios para que uma companhia faça parte desse índice, e um deles é a liquidez. As ações que compõem o IGCT devem estar entre os 99% mais negociados da B3. Além disso, as empresas em recuperação judicial ou extrajudicial não se habilitam a compor o índice.

Caso você considere interessante investir nas empresas que compõem o indicador, é fácil fazer isso, uma vez que existe um ETF que o replica: o GOVE11.

O Banco Itaú é o gestor desse ETF, que entrou para o it now — uma família de ETFs geridos pelo banco. A gestão do fundo é passiva, visto que não se aplica a necessidade de superar algum benchmark — o objetivo é acompanhar a variação do IGCT.

Qual é a composição do GOVE11?

Como você viu, a composição do GOVE11 segue o IGCT. Quer conhecer algumas dessas companhias? A lâmina do fundo informa quais são as 10 principais e suas respectivas participações:

  • Banco Itaú Unibanco — 8%;
  • Vale — 8%;
  • Petrobras (PETR4) — 7%;
  • Bradesco — 6%;
  • B3 — 5%;
  • Petrobras (PETR3) — 5%;
  • Banco do Brasil — 3%;
  • Itaúsa — 3%;
  • JBS — 2%;
  • Lojas Renner — 2%.

Quais são as vantagens do ETF GOVE11?

Os ETFs têm uma característica interessante que independe do índice em que se baseiam: a diversificação de investimentos. Quando um investidor decide montar uma carteira de ações, é importante cuidar para que ela seja diversificada.

Assim, evita-se a exposição aos riscos de apenas uma empresa. Se essa exposição for diluída entre os riscos de empresas de diversos setores, a tendência é que o risco seja equilibrado. No entanto, nem todas as pessoas estão em condições de fazer essa seleção ao investir em ações.

Afinal, elas podem não ter tempo ou conhecimento suficientes para analisar ações e compor uma carteira sólida. Ao investir em um ETF, porém, você consegue essa diversificação de ativos, considerando o índice que eles compõem.

No caso do GOVE11, ele é composto por mais de 100 companhias, de diversos setores — o que colabora para o manejo do risco. Além disso, a principal vantagem específica é que todas as empresas apresentam boas práticas de governança corporativa.

Assim, você tem mais segurança de que elas atuam com transparência e responsabilidade e fazem suas prestações de contas adequadamente. Outra vantagem do ETF GOVE11 é o custo, uma vez que sua taxa de administração é considerada baixa em comparação com outros fundos de investimento.

Quais são as desvantagens do ETF GOVE11?

Uma das desvantagens do GOVE11 é o risco de mercado associado à renda variável. Trata-se de um risco que não está tão presente em aplicações ou fundos de renda fixa, por exemplo. Além disso, as ações que fazem parte desse ETF não passam por uma análise fundamentalista.

Afinal, o único critério considerado é o fato de a ação fazer parte do IGCT. Assim, pode ser que você sinta falta de serem considerados múltiplos de preço ou de dividendos, por exemplo. É importante saber que esse não é o foco do ETF.

Logo, é preciso considerar que uma empresa pode ter uma boa governança corporativa, mas apresentar alguns indicadores ruins em termos de saúde financeira ou resiliência, por exemplo.

Outra desvantagem que vale a pena ser citada é que ETFs brasileiros não fazem distribuição de dividendos. Por isso, o investidor não pode contar com a renda passiva frequente.

Para quem o ETF GOVE11 pode ser adequado?

Para saber se um investimento é adequado para você é preciso fazer algumas análises pessoais. Em geral, a renda variável apresenta um risco que investidores conservadores não toleram. Por isso, é essencial verificar qual é o seu perfil para entender se ETFs de ações são adequados para o seu caso.

Além disso, é preciso definir seus objetivos. Sua intenção é lucrar no curto prazo? Ou seria gerar renda passiva por meio do pagamento de dividendos? Será que seu objetivo é fazer um investimento de longo prazo em empresas de alta governança?

Depois de considerar seu perfil e objetivos, será mais fácil compreender se o ETF GOVE11 é interessante. Desse modo, fica claro que decisões de investimento como essa são particulares e dependem de cada investidor, certo?

Conclusão

No mercado brasileiro há diversas empresas com uma boa governança corporativa, e é possível investir nelas por meio do GOVE11. No entanto, lembre-se de que existem outros ETFs, e vale a pena analisá-los para verificar se são adequados à sua carteira de investimentos.

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Autor

Equipe André Bona

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