Você já acordou no meio da noite e não resistiu dar uma espiada no celular? Já perdeu o sono quando foi checar os e-mails ou olhar as redes sociais na madrugada? Já sentiu aquela necessidade incontrolável de tirar o celular do bolso ou da bolsa, sem motivo algum?

Caso tenha respondido afirmativamente a alguma dessas perguntas, um alerta! É bem possível que você esteja sofrendo de um distúrbio chamado de hiperconexão.

O que é hiperconexão?

O termo não foi oficialmente definido, mas especialistas referem-se a ele para lidar com a necessidade de estarmos sempre conectados (ou para abordar os problemas em não conseguirmos nos desconectar).

O assunto tem recebido cada vez mais importância, e há quem diga que a hiperconexão possui o mesmo efeito de uma droga: quanto mais nos conectamos, mais queremos estar conectados. E o que é pior: pessoas que sofrem do distúrbio não conseguem ficar desconectadas, pois como qualquer vício, a falta da droga pode resultar em crises de abstinência.

Indivíduos que sofrem de hiperconexão têm o que muitos psicólogos chamam de “angústia social”. São pessoas que sentem como se estivessem perdendo algo importante quando estão offline, tendo sintomas de angústia, ansiedade, nervosismo, insônia, transtorno de humor e, em casos mais graves, depressão.

Quais são suas principais características?

A característica marcante de quem sofre do distúrbio da hiperconexão é não conseguir ficar longe do celular ou tablet. O aparelho passa a ser como uma extensão da pessoa, sendo levado, inclusive, ao banheiro.

Ansiedade e angústia são dois sintomas também muito comuns. Por exemplo, a pessoa fica ansiosa para ver as notificações de mensagens, independentemente de onde esteja. Ela pode estar no meio de um jantar, mas se recebe uma mensagem é como se um senso de urgência tomasse conta dela.

Para a hiperconexão, não se pode deixar para amanhã o que pode ser feito agora. Importante destacar que ela não envolve apenas as redes sociais, aplicativos de mensagens ou e-mails. Diz respeito também às notícias.

Como tudo parece urgente, pessoas com o distúrbio acessam uma infinidade de informações porque têm medo de estarem perdendo algo no mundo.

Como a hiperconexão pode afetar o dia a dia?

Um dos graves problemas da hiperconexão está no isolamento social. Muitas vezes, um grupo de pessoas compartilha do mesmo espaço físico, mas cada um está isolado em seu mundo virtual.

Se por um lado a internet é boa para unir amigos e familiares, por outro ela torna os relacionamentos sociais mais superficiais. Além disso, principalmente nas redes sociais a vida do outro passa a ser muito mais interessante e cheia de prazeres do que a nossa.

Essa comparação causa problemas de autoestima baixa e, quando chega ao extremo, resulta em depressão.

Outro impacto da hiperconexão está no excesso da informação. Saber que nesse exato momento podemos acessar um site de notícias da França é bom, mas até que ponto a informação fará bem? Até que ponto a informação é de qualidade?

O excesso de informação ao qual estamos expostos com a internet pode ser prejudicial se não soubermos filtrar o que recebemos.

Conectar ou desconectar, eis a questão!

Sabemos que hoje em dia estarmos conectados faz parte até dos nossos trabalhos, mas tudo tem que ser dosado. Algumas práticas podem ser adotadas, como:

  • Desativar notificações. Esta é uma forma de evitar lembretes constantes de que alguém, em algum lugar, disse algo que pode exigir mais atenção do que as pessoas ao seu redor.
  • Ficar offline em determinadas horas do dia. Determine momentos para ficar indisponível, como na hora do almoço, a cada duas horas, no jantar, em um determinado horário etc. Aos poucos, você verá que o mundo não vai acabar e que estar constantemente disponível não é necessário.
  • Deixar o celular no silencioso. Esta dica tem a ver com a anterior. Ao deixar o celular no silencioso é você que fica no controle, e não o aparelho que controla você.
  • O Offtime é um aplicativo disponível no Android ou iPhone que programa os horários nos quais as notificações do seu aparelho estarão bloqueadas, sejam mensagens, jogos ou aplicativos. O app é ótimo também para produtividade.
  • Valorize os espaços vazios no seu dia. Uma das razões pelas quais nos tornamos dependentes de nossos telefones celulares ou tablets é porque é muito fácil utilizá-los quando temos um tempo livre. No entanto, os espaços vazios são importantes. Aproveite momentos assim para ler, assistir a filmes ou séries, caminhar ou simplesmente relaxar.
  • Detox digital. Desconectar-se é muito importante para recarregar as energias. Para não ser tão radical, ao invés de desconectar-se totalmente, você pode começar um detox das redes sociais. Experimente passar um dia sem acessá-las. À medida que você perceber que consegue viver sem ficar olhando suas redes de hora em hora, passará a dar mais importâncias para pequenas coisas. Acredite, isso melhorará sua qualidade de vida.
  • O problema da hiperconexão é que ela tira o foco do aqui e agora pode ajudar. A meditação pode lhe ajudar a estar mais presente, calmo e centrado.

Conclusão

Como a hiperconexão é um vício, pode ser difícil no começo mudar esse comportamento. Mas isso não significa que você não deva tentar.

Escolha uma ou duas dicas que mais lhe agradam e adote-as aos poucos. Com o passar do tempo você verá que existe vida fora da internet. Seu cérebro agradece essa pausa e sua qualidade de vida será outra!

Você tem mais alguma dica para compartilhar conosco? Em caso afirmativo, deixe um comentário!

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Autor

Equipe André Bona

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