Investir exige certo preparo e conhecimento, já que envolve diferentes tipos de investimentos e graus de risco. Desenvolvendo sua aprendizagem, você terá mais chances de iniciar seus investimentos mais cedo e investir melhor.

Confira a seguir boas dicas para começar a investir com mais segurança!

1. Defina seus objetivos

Para obter retorno com seus investimentos, é fundamental traçar o que você pretende alcançar com suas aplicações. Aumentar o patrimônio é o objetivo geral que todos os investidores possuem. Porém, trace objetivos específicos, definindo como pretende utilizar os seus recursos dividindo em estratégias para curto, médio ou longo prazos. Por exemplo, você pode desejar comprar uma nova casa ou adquirir um terreno, ou mesmo comprar ou trocar um carro ou outro veículo. Pode, também, se preparar para o futuro, para quando estiver perto de se aposentar. Talvez seja importante também garantir um dinheiro para situações de emergência.

Defina alguns objetivos antes de começar seus investimentos pois é justamente de acordo com esses objetivos que você escolherá suas aplicações. Essencialmente, é o seu planejamento que vai definir quais aplicações serão as mais adequadas.

2. Compreenda os tipos de investimento

Definidos os objetivos, considere agora os tipos de investimento e compare-os com seus objetivos e seu perfil de investidor. Basicamente, há 2 tipos de investimentos principais: renda fixa e renda variável.

Um investimento de renda fixa garante um determinado retorno já definido no momento da aplicação, podendo ser com uma taxa prefixada ou pós-fixada atrelada a um determinado indicador, como o CDI ou o IPCA. A renda variável, por sua vez, é mais arriscada e não tem um retorno prévio definido, podendo, trazer grandes perdas ou grandes lucros.

Para o investidor conservador, recomendam-se investimentos mais seguros, de renda fixa (poupança, CDBs, Fundos DI e de Renda fixa, etc). O investidor de perfil arrojado, disposto a correr mais riscos e, possivelmente, ganhar mais, pode investir em renda variável, como ações ou fundos de ações, ouro ou dólar. Investimentos relacionados ao segmento imobiliário também podem compor parte da carteira de renda variável, por exemplo, através dos fundos imobiliários.

Dentro desses investimentos, muitos possuem características que auxiliam no alcance de objetivos de longo, curto e médio prazo.

3. A importância do valor para os investimentos

Independente do montante que você possua, é importante começar o seu processo de acumulação. Se a sua formação de patrimônio ainda está no início e o seu valor é pequeno, procure se concentrar em fazer aportes ao longo do tempo. Para alguns investimentos, como LCIs e LCAs, podem ser exigidos valores mais elevados para começar o investimento. Outros, como Tesouro Direto, Poupança e até ações, podem ser iniciados com aplicações menores, embora pouco dinheiro com ações pode sujeitar o investidor a muitos custos operacionais, o que dificulta muito a sua rentabilidade.

De qualquer forma, considere que os rendimentos dependerão do valor investido e do prazo: quanto mais dinheiro, maiores serão os ganhos, e prazos mais longos também oferecem a possibilidade de maior retorno, devido ao efeito dos juros compostos.

4. Escolha uma corretora de valores para começar a investir

Quem pode te orientar sobre o melhor investimento?

O gerente do banco aonde você possui conta, alguma corretora de valores ou serviços de assessoria independente.

E qual o melhor?

Considere que os gerentes de bancos indicarão os investimentos mais vantajosos para a instituição – que nem sempre é o melhor para o cliente. Mas o principal ponto fraco de investir no banco, é que suas opções estarão restritas apenas aos próprios produtos daquele banco.

Já as corretoras de valores, como oferecem diferentes tipos de investimento de vários bancos com uma única conta, podem permitir o acesso a muito mais opções.

Em regra, as corretoras não cobram nada para que o investidor abra uma conta e veja as opções disponíveis. Na maior parte das vezes, sai mais barato investir através de corretoras de valores do que por meio dos bancos. Hoje, é possível investir em corretoras através da internet, sem necessidade de se descolar ou ter outros gastos adicionais.

Mas é importante ter um cuidado especial aqui: por mais que as corretoras tenham uma maior oferta de opções ao investidor, elas também são remuneradas de acordo com as suas transações e podem forçar ofertas de produtos sem que necessariamente a oferta seja adequada ao que você precisa!

Usar um serviço de assessoria independente para aconselhamento e investir na corretora pode ser o melhor caminho!

Para escolher uma boa corretora, considere critérios como:

  • Valor das taxas cobradas: Isso varia entre as corretoras e o tipo de investimento.  Há corretoras que não cobram taxas de corretagem. Podem existir ainda taxas de custódia, de saque, Home Broker (ações) e outras.
  • Atendimento: Confira se a corretora está sempre pronta a prestar o melhor atendimento, tirando suas dúvidas, respondendo suas mensagens, comunicando sobre os melhores investimentos.
  • Ferramentas: Os canais de comunicação com o cliente devem ser variados e eficientes. Considere ainda o Home Broker, as plataformas, os aplicativos para dispositivos móveis, o acesso ao Tesouro Direto e outras coisas.
  • Serviços: Quanto maior o número de investimentos oferecidos, melhor. Confira também se ela oferece relatórios de análise, cursos, acesso a grupos e comunidades de investidores.

5. Diversifique seus investimentos

É óbvio que a diversificação reduz os riscos de perdas. Se você aplicar tudo em ações, por exemplo, e as empresas em que investiu não dão lucro, você pode perder muito dinheiro. Investir em fundos de ações, por exemplo, pode diminuir sua possibilidade de grandes perdas, porque oferecem uma carteira diversificada de empresas.

Varie seus investimentos. Você pode investir na Poupança e em CDBs, LCIs, ações ou dólar, ou diversificar investimentos conservadores com arriscados. A escolha dos investimentos e o percentual de cada um na carteira de investimentos vai depender do seu planejamento financeiro, seus objetivos e do seu perfil.

Um cuidado especial: quando o capital do investidor ainda é pequeno, diversificar pode não ser uma boa ideia. Nesses casos, é mais importante que o investidor tenha aplicações que permitam que ele continue acumulando com facilidade e simplicidade. Na medida em que o patrimônio for aumentando, aí sim, a diversificação será bem vinda. Ter muitos investimentos com pouco dinheiro dificultam o acompanhamento e os produtos tendem a ter mais custos e menor desempenho.

6. Acompanhe suas aplicações

Mesmo contando com um assessor financeiro, esteja sempre acompanhando as suas aplicações. Assim, será mais fácil identificar falhas e corrigir suas posições de acordo com seus objetivos. Nunca deixe seus investimentos nas mãos de um assessor financeiro sem acompanhar de perto o progresso das suas aplicações. Cuidar da sua vida financeira é uma função que você não deve delegar. Obter aconselhamento é importante, mas nunca delegue a decisão. Delegar a sua decisão, é delegar a sua vida e o seu futuro a terceiros. Não faz nenhum sentido.

Dedique-se aos seus investimentos e ao aprendizado sempre que possível.

Lembre-se também que a inflação pode influenciar negativamente e comprometer o alcance de seus objetivos. É preciso acompanhar o impacto que ela está causando em suas aplicações, principalmente a longo prazo. Muitas vezes a meta do Banco Central para a inflação não é alcançada e ela ultrapassa o percentual definido por ele. E isso vai te prejudicar.

O que achou das dicas? Ainda tem dúvidas sobre como começar a investir? Tem mais dicas para outras pessoas interessadas em fazer suas primeiras aplicações agora? Não deixe de fazer seu comentário abaixo! Conte suas experiências e divida sua opinião.

Um grande abraço,

André Bona

Autor

André Bona

André Bona possui mais de 10 anos de experiência no mercado financeiro, tendo auxiliado milhares de investidores a investir melhor seus recursos e é o criador do Blog de Valor - site de educação financeira independente.

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Comentários

  1. Renato Kalil    

    Olá André
    Quero investir para minha aposentadoria em TD. Mas não tenho um aporte inicial grande para deixar parado, então teria que investir uns 150 reais a 200 reais por mês, como em uma previdência privada.
    Gostaria de saber como eu posso me planejar com os aportes? Devo investir sempre um valor específico como 0,25 de um título ou aumentar o meu aporte de 200 reais conforme a inflação de cada mês?
    Obrigado pela ajuda!!!

  2. Anderson Silva    

    Bem proveitosa as dicas, aprendendo muito com o seu blog e canal do youtube!!!

  3. Camille    

    Excelentes dicas!
    Qual é a 6ª? Hahaha

    1. André Bona    

      Hahahaha! A sexta é top secret!
      Obrigado por avisar! Um dia coloco ela ali… rs…
      Abs,

  4. Leandro Duarte    

    Parabéns pelo trabalho André!

    Tenho acompanhado o Blog de Valor pelo linkedin e pelo YouTube e tenho aprendido bastante!
    Obrigado por compartilhar o seu conhecimento!

  5. João    

    Olá Bona,para reserva de emergência o cdi é a melhor opção?

  6. Diego Pupo    

    boa noite andré tenho acompanhado muito seus videos são muitos bons tão me ajudando muito, eu ainda não investir o meu dinheiro to analisando, escultando, aprendendo, estudando qual o melhor investimento para mim.
    Mas gostaria muito de um concelho seu tenho 30.000 seria um investimento inicia,l estava pensando em um investimento de renda fixa LCI ou LCA para aumentar o dinheiro em pouco tempo e também porque não paga imposto de renda e pq é protegido pelo FGC. Sei que existem os CDB são muitos bons e Tesouro Direto.
    Gostaria que vc me orienta-se.

    antecipadamente obrigado
    continue com os videos ajudam muito

  7. Bruno    

    Não está faltando uma dica?

    1. Luana Neves    

      Oi Bruno, agradecemos seu comentário! Já fizemos a alteração! 😉

      abs,

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