Quando entramos no terreno das finanças, sacrifícios de curto prazo trazem benefícios de longo prazo. Exatamente por isso que dizemos que nós somos o resultado de nossas ações, e isso inclui, logicamente, nossas decisões financeiras.

Sobre essas decisões financeiras, são elas que definem a formação do patrimônio. Por exemplo, enquanto um investimento bom acelera a formação, um ruim faz com que o acúmulo do patrimônio aconteça de forma desacelerada.

Para entender sobre como ocorre a formação do patrimônio e como você pode aumentar seus bens (independentemente de qual seja seu salário), invista alguns minutos na leitura deste artigo.

Situações de formação de patrimônio

Separamos três situações que podem ocorrer nas finanças pessoais:

  • Despesas maiores que as Receitas
  • Despesas iguais as Receitas
  • Despesas menores que as Receitas

Cada uma dessas situações influenciam de alguma maneira na formação do patrimônio. E para cada uma delas devem ser tomadas medidas especiais. A seguir explicaremos individualmente sobre elas.

Mas, antes, reforçamos que nenhuma das situações têm a ver com o salário, pois existem pessoas que ganham muito e não acumulam patrimônio. Já outras, ganhando menos, conseguem ter mais ativos (tudo que gera renda) do que passivos (tudo que retira dinheiro).

Situação 1: Despesas maiores que as Receitas

Este é o caso das pessoas que estão endividadas, pois quem faz parte deste grupo acaba gastando mais do que ganha. Infelizmente, é o tipo de comportamento financeiro de uma grande parcela da população brasileira.

Gastar menos do que se ganha é questão de cuidar para não exagerar em alguns gastos. Quando isso ocorre, o fluxo financeiro acaba indo pra as despesas. Como você deve imaginar, é uma situação que está muito distante da formação do patrimônio.

Para evitar cair no erro de ter mais gastos do que ganhos, é fundamental vigiar o orçamento. Será preciso tomar medidas urgentes e, para isso, o primeiro passo é começar a organizar as dívidas.

Caso você se enquadre nesta primeira situação, tenha em mente que para conseguir trabalhar para a formação do patrimônio precisará reduzir os custos. Veja qual é o seu custo de vida e comece a tomar ações para equilibrar a relação entre o que entra e sai da sua conta.

Situação 2: Despesas iguais as Receitas

Aqui já temos uma situação melhor que a primeira, pois foi conquistado um equilíbrio. No entanto, como o indivíduo gasta tudo que recebe, ele ainda não consegue investir na formação do patrimônio.

Existe, ainda, um problema muito sério para quem faz parte deste grupo. É o fato de que, ao ter a mesma quantia de dinheiro entrando e saindo da conta, no caso de uma emergência (como em demissão ou problema de saúde, para citar dois exemplos) a pessoa certamente cairá para a situação 1.

Isso ocorrerá porque ela não conseguiu ter uma sobra de dinheiro para construir uma reserva de emergência.

Assim como no caso anterior, se você se enquadra nesta situação também é importante analisar como está seu custo de vida. Essa medida é necessária para que você faça ajustes a fim de se enquadrar no terceiro caso, o qual explicaremos a seguir.

Situação 3: Despesas menores que as Receitas

Para a formação de patrimônio, esta é a situação ideal. No entanto, ter mais receita do que despesas não é garantia de construção do patrimônio de forma acelerada.

Muitas vezes, quando sobra um valor de dinheiro a pessoa não sabe o que fazer com a quantia. O perigo ocorre quando ela toma decisões ruins e acaba, por exemplo, adquirindo um passivo para aumentar o ativo.

Exemplificando, é o caso que ocorre ao comprar um imóvel na praia. O indivíduo toma a decisão para aumentar o patrimônio, mas se esquece que o bem, ao invés de gerar renda, gerará dívidas e despesas adicionais.

Para você entender melhor, pensando no exemplo da casa da praia, antes da compra do imóvel a pessoa ganhava R$ 10 mil e gastava R$ 8 mil. Após adquirir o bem, suas despesas mensais passaram a R$ 9.500,00.

Mesmo que essa pessoa ainda tenha uma situação confortável de possuir menos despesas e mais receitas, se não houver controle financeiro ela poderá reverter a situação (indo parar no grupo 1 – das despesas maiores que a receita).

Planejamento e controle

Como você pode ver, apesar de a situação 3 ser mais tranquila, é importante lembrar que o que é feito com o dinheiro que sobra pode dificultar ou facilitar a formação do patrimônio.

Aqui queremos abrir um parênteses. Demos o exemplo da casa de praia apenas para ilustrar. Liberdade financeira é, também, poder realizar sonhos.

O problema que destacamos aqui não é na compra do imóvel em si. A questão está no fato de que, sem o devido planejamento e controle, o investimento pode tornar-se um pesadelo.

Como neste artigo estamos falando em construir patrimônio, a dica é adquirir ativos que aumentem a renda. Por isso é que a maneira mais indicada para acúmulo de patrimônio é investir em aplicações financeiras.

No caso de quem ainda não é familiarizado com o assunto, recomendamos o primeiro passo, que é o de conhecer o seu perfil de investidor. Para definir o tipo de investimento para formação de patrimônio, é igualmente importante ter conhecimento do tripé de investimentos: liquidez, risco e rentabilidade.

Concluindo

A formação de um patrimônio sólido é o quesito essencial para a conquista da liberdade financeira. Neste artigo comentamos sobre três situações financeiras, sendo que a primeira, que é quando despesas são maiores que as receitas, é a mais longe do ideal.

No momento em que despesas e receitas se igualam, começamos a ter uma melhora de cenário. Todavia, para fins de formação de patrimônio (e liberdade financeira) ainda não é o que queremos.

É preciso fazer o dinheiro trabalhar a nosso favor. Nesse caso, não apenas as receitas devem superar as despesas, como também o dinheiro que sobra deve utilizado da melhor maneira possível.

Por isso, aprenda a investir de maneira correta e a diversificar sua carteira. Se você quiser saber mais, temos um post com os principais tipos de investimentos. Recomendamos a leitura!

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Autor

Equipe André Bona

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