Os objetivos para investir são vários: construir reserva de emergência, preparar-se para a aposentadoria, fazer uma viagem, comprar um imóvel, conseguir pagar a faculdade dos filhos, buscar a independência financeira,  etc.

Se os motivos variam, existe uma coisa em comum que todo investidor busca ao fazer aportes: boa rentabilidade aliada ao menor risco possível.

O problema é que, num mercado com várias opções, conseguir comparar os investimentos é algo que nem todo investidor sabe fazer. Muitos, tampouco, sabem medir o desempenho de suas carteiras.

Para resolver essa questão é fundamental conhecer mais sobre o benchmark dos investimentos.

Entendendo o benchmark

Benchmark é uma comparação. Por exemplo, quando uma pessoa quer abrir um negócio próprio ela precisa fazer uma pesquisa de mercado para entender quem é a concorrência, que tipos de produtos/serviços oferecem, quais canais de vendas utilizam, entre outras informações.

Empresas já estabelecidas igualmente precisam ficar de olho para entender as práticas sendo adotadas pelos concorrentes. A essa comparação damos o nome de benchmarking.

No mercado de investimentos o conceito também se aplica. Imagine que você esteja avaliando dois produtos: um de renda fixa, que rendeu de acordo com a taxa Selic, e outro, em ações, cujo rendimento ficou 3% acima da taxa Selic.

Isso significa que as ações tiveram um melhor desempenho, certo? Depende, e é aí que está a magia do benchmark: se eu quero abrir uma empresa que presta serviços de TI, eu não posso compará-la com uma outra que presta consultoria em engenharia.

Do mesmo modo, para comparar investimentos é necessário utilizar a base certa de comparação entre as opções.

Entendendo o benchmark dos investimentos

Se benchmark é uma comparação, quando falamos em conhecer sobre o benchmark dos investimentos, nos referimos a sabermos qual base utilizaremos para comparar os produtos disponíveis.

Dentre os benchmarks utilizados no mundo dos investimentos, os mais importantes são:

  • CDI: utilizado para produtos em renda fixa. Sua movimentação acompanha a Taxa Selic.
  • Ibovespa: considerado como um dos principais índices em investimentos de renda variável. É também utilizado como benchmark de investimentos via fundos de ações.
  • IGPM e IPCA: ambos são benchmarks também utilizados nos produtos de renda fixa. Tanto IGPM como IPCA têm mais variações que a taxa CDI.
  • Ptax: utilizado mercado de câmbio.

Isso quer dizer que, sempre que formos comparar investimentos, temos que fazê-lo entre aqueles que se baseiam nos mesmos benchmarks (taxa CDI com taxa CDI, índice Ibovespa com índice Ibovespa etc.).

Até aqui, nessa breve explicação mostramos para você que cada investimento segue um benchmark. Isso nos leva ao ponto central deste post.

Importância de conhecer o benchmark dos investimentos

Antes de explicarmos o porquê de você conhecer sobre o benchmark dos investimentos, é importante entender o conceito de rentabilidade nominal.

Geralmente, é comum o investidor, ao comparar as opções disponíveis, verificar o percentual que um aporte renderá ao final. A esse percentual final de valorização de um rendimento durante um determinado período, damos o nome de rentabilidade nominal.

Acontece que em um investimento não importa muito fazer comparações entre rentabilidade nominal. O que importa é o parâmetro utilizado para comparar investimentos (ou seja, o benchmark sendo utilizado).

Voltando ao que explicamos anteriormente, assim como não possamos comparar uma empresa prestadora de serviços de TI com uma de consultoria de engenharia, não faz sentido comparar um investimento atrelado ao Ibovespa com outro indexado pela Selic.

Sendo assim, sempre que for fazer um aporte, como investidor bem informado você deve saber qual benchmark o investimento vai seguir. Do contrário, como saber o que esperar de uma aplicação?

E mais: quem não conhece sobre benchmark dos investimentos não apenas fica sem saber o que esperar, como não sabe medir se o desempenho do investimento foi bom ou ruim, isto é, não sabe fazer uma análise de retorno do investimento.

Por exemplo, se o índice Ibovespa entregou rentabilidade de 15% em um ano, qualquer investimento realizado utilizando esse índice como base deve, no mínimo, entregar os 15% para ser considerado como bom. Traduzindo, não interessa saber sobre qualquer outro índice, pois somente o que importa nesse caso é o índice Ibovespa.

Investidores que não se preocupam em conhecer sobre o benchmark dos investimentos podem cair no erro de fazer uma comparação sem sentido entre produtos. E, o que é pior, consequentemente acabar perdendo dinheiro.

Como utilizar o benchmark certo?

Todo investimento está atrelado a uma meta. A partir dela, e sempre considerando o seu perfil de risco (conservador, moderado ou arrojado), você deve definir se sua aplicação será de longo ou curto prazo.

Como neste artigo estamos falando da importância de conhecer sobre o benchmark dos investimentos, entendemos que, neste ponto, você já tem traçado os objetivos e  sabe do prazo da aplicação.

Agora, o que você precisa é comparar corretamente as opções disponíveis para que possa escolher o produto certo. A fim de fazer isso, em primeiro lugar, veja se o investimento é de renda fixa ou variável.

A partir daí, quando for fazer o comparativo, verifique o benchmark que você quer utilizar. Se você optar pela renda fixa e desejar que o investimento esteja sempre acima da inflação, o indicado é que avalie as opções que utilizam o IGPM ou IPCA como referência.

Tenha em mente que, para comparar, você deve sempre utilizar a mesma referência. Portanto, antes de escolher um produto em detrimento do outro, certifique-se que ambos utilizam o mesmo benchmark.

Somente assim você terá a certeza de que está colocando seu dinheiro na melhor opção (sempre, claro, considerando também seus objetivos).

Concluindo

Para resumirmos a importância em conhecer sobre o benchmark dos investimentos, note que ele:

  • Serve como base para comparar o desempenho de um investimento;
  • Serve como referência (ou parâmetro) para análise de retorno de investimento;
  • Serve para evitar frustrações (se você não conhece o benchmark, pode acabar frustrando-se com a rentabilidade final);
  • Serve para saber o que esperar de um investimento.

Para entender mais sobre o assunto, sugerimos a leitura do post: Benchmarks dos investimentos: saiba mais sobre eles! Caso queira ficar atualizado sobre mais artigos como esse, siga-nos em nossas redes sociais e assine nossa newsletter.

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Autor

Equipe André Bona

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