Em finanças pessoais não existe uma receita para o sucesso que diga: invista uma porcentagem X em tal produto, coloque X reais na empresa Y e assim por diante. Mas existe uma receita que é infalível: a do fracasso.

Se pegar uma pitada de falta de disciplina e combinar com gastos excessivos mais uma boa dose de despreocupação com o futuro, com toda certeza terá dificuldades financeiras sempre que algo inesperado surgir. E se à essa receita você acrescentar empréstimos para sobreviver, e consequentemente assumir dívidas, o problema financeiro está garantido.

No entanto, se você está aqui é porque não quer mais seguir essa receita ou porque decidiu que está na hora de cuidar do seu dinheiro com o carinho que ele merece. Por esse motivo, nossa proposta com este artigo é mostrar os principais vilões das finanças que, se não eliminados, atrapalharão a sua organização orçamentária.

O grande problema dos vilões das finanças

O problema dos maus hábitos financeiros é que eles são fáceis de criar, mas muito difíceis de serem eliminados. Geralmente, leva tempo para percebermos o quanto esses nossos hábitos são ruins. Isso tende a acontecer somente quando uma situação financeira infeliz nos atinge.

A verdade é que enquanto não abordar seus hábitos ruins de dinheiro (os vilões das finanças), você nunca conseguirá ser financeiramente livre e estará sempre tentando limpar um caminho sem fim de dívidas.

A boa notícia é que a situação pode ser revertida: identifique se alguns dos vilões das finanças abaixo faz parte da sua vida e veja como eliminá-los.

1. Falta de controle no orçamento

Gerenciar o dinheiro é a única maneira de conseguir ter uma vida financeira mais estável. Sem a certeza do quanto gasta por mês, como conseguirá saber se terá dinheiro para fazer qualquer compra amanhã?

Dentre os objetivos de um orçamento está o de mostrar para onde o dinheiro está indo. Ou seja, dos vilões das finanças este é aquele que faz com que uma pessoa viva um padrão de vida além do que consegue bancar.

Caso se identifique nesse cenário, comece anotando seus gastos diários em comida, entretenimento, transporte, vestuário, etc. Quando tiver a noção exata de para onde seu dinheiro está indo, divida seus gastos em essenciais, pessoais, investimentos ou quitação de dívidas. O método 50-30-20 para organização do orçamento ou outro método de poupança poderá ajudar.

2. Descuidar-se do pagamento do cartão de crédito

Hoje em dia muitos substituíram o dinheiro em papel da carteira pelo cartão de crédito. Um dos motivos é pela segurança e o outro é pela praticidade mesmo. Acontece que ainda há pessoas que não entendem a dinâmica do cartão de crédito.

É muito fácil, por exemplo, comprar um celular novo e parcelar em 10x ao mesmo tempo em que você já está pagando as parcelas da televisão – e ainda tem os gastos essenciais para se manter. Ou pode ser que você somente tenha tido imprevistos e acabou tendo que gastar mais.

O fato é que, seja qual for sua história, este é daqueles vilões das finanças que não perdoa: se você tem uma dívida, inevitavelmente pagará caro por isso. No caso das dívidas do cartão de crédito, ou elas podem ser parceladas, ou pode-se fazer o pagamento mínimo.

No caso do parcelamento, os juros podem ser consultados na própria fatura do cartão de crédito. Já no pagamento mínimo os juros tendem a ser ainda maiores.

Resumindo: se não conseguir pagar 100% da fatura mensal do seu cartão de crédito, o melhor que tem é pagar o máximo possível e trabalhar para o quanto antes eliminar a dívida que vai aumentando.

E para evitar que isso aconteça, a única saída é: use o cartão de crédito com responsabilidade e sempre pague suas contas em dia.

3. Economizar no que não fará diferença

Você trabalhou duro o mês inteiro e agora tem que economizar no cafezinho para conseguir colocar as finanças em dia? Não parece justo, não é mesmo?

Mas, apesar de trabalhar arduamente, tenha em mente que a única coisa que você não merece de verdade é ficar prisioneiro de dívidas e não conseguir realizar seus sonhos.

Entenda que não há nada errado em gastar com algo que pode parecer besteira para outras pessoas. Muitos não entendem que finanças pessoais é feita justamente para que possamos desfrutar das coisas boas da vida e realizar nossos sonhos. Mas isso tem que ser feito da maneira certa.

Talvez você não precise cortar o cafezinho para ter dinheiro. Aliás, talvez ficar sem o café não fará diferença nenhuma no final do mês. Os cortes nos gastos têm que ser feitos de maneira inteligente.

Se precisar de uma ajuda, confira os 6 Gastos que você não deve cortar na hora de fazer economia.

4. Não ter uma reserva para imprevistos

Os vilões das finanças adoram um imprevisto. Mesmo que tenha todo o controle orçamentário, saiba exatamente o quanto gasta, divida o dinheiro em categorias e economize nos itens certo, se não tiver uma reserva de emergência, pode ser que todo o trabalho para ajustar a vida financeira desande.

Imagine que neste exato momento, com as finanças em ordem, uma pessoa esteja investindo seu dinheiro para as próximas férias. Mas ocorreu um problema de saúde e ela terá que tirar uma quantia das suas economias.

Apesar disso, ela resolve não abrir mão das férias, faz uma dívida no cartão e meses depois é demitida. O cenário é desastroso mas muito possível de acontecer. Percebe a bola de neve que essa pessoa se envolveu?

A reserva de emergência serve para ser utilizada nos casos de imprevistos, justamente para evitar que uma pessoa perca o controle do dinheiro na hora de lidar com situações inesperadas.

Que tal começar a construir a sua reserva? Conheça algumas opções de investimento.

Concluindo

Quanto mais adiamos algo, maior a probabilidade de nunca começarmos. Lembre-se que você é a única pessoa responsável por atingir suas próprias metas financeiras e ninguém poderá fazê-lo no seu lugar.

Para complementar o tema, veja como organizar-se e acabar de vez com os vilões das finanças que atrapalham sua vida:

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Autor

Equipe André Bona

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